domingo, 29 de maio de 2016

No dia 30/04/2016 no pólo da UEMG- Universidade do Estado de Minas, em Taiobeiras/MG a aula de Planejamento Educacional com a professora Selma Resende.
A  professora abordou diversos assuntos como a origem do projeto vem da escola nova ou escola ativa entre o final do século XIX e inicio do século XX, sofreu a influencia da Idade Mordena, dividindo em disciplina e partindo da experimentação.
Jonh Dewey e a Escola Nova, a partir do pressuposto que a educação faz parte de um conjunto, sendo nesse a vida, experiência e aprendizagem contribuindo para interdisciplinaridade, com diversas disciplinas trabalhadas e interatividade. Devido a ditadura militar esse processo de ensino interrompeu e voltou na década 1980, destacando o autor Fernando Hernandez que diferente da escola do século XXI,trouxe a resignificação tornando a sala de aula um ambiente dinâmico de interação, de relações pedagógicas e de construção do conhecimento.
No projeto trabalha com a perspectiva de questões problematizadoras com a globalização interelacionando diferentes informações, a partir do eixo temático. Nesse contexto o aluno torna-se sujeito do seu próprio processo de aprendizagem. O projeto é um caminho a seguir, trançando metas e cumpri-las, possuir intenção, metodologia, resultados e habilidades.
O projeto participativo é de todos, para que realizar faz necessário tempo, participantes, o que eu quero responder, objetivos, recursos, material de pesquisa, atividades que ajudem responder, habilidades, avaliação e divulgar os resultados.
Em virtude do que foi mencionando e apresentado na sala de aula, perceber-se que é de suma importância um planejamento nas realizações das atividades na área escola. Proporcionando um direcionamento, garantir a qualidade nas ações impostas e garantir a aprendizagem dos alunos.    
                      


sexta-feira, 29 de abril de 2016

                            Atuação do pedagogo em área não escolar

O fazer pedagógico no espaço não escolar está diretamente relacionado às atividades que envolvem trabalho em equipe, planejamento, formação pessoal, orientação, coordenação, sendo que o objetivo principal desse fazer está direcionado às transformações dos sujeitos envolvidos na prática pedagógica

                Pedagogo empresarial
 O papel do Pedagogo dentro das empresas, uma vez que esta atuação no âmbito organizacional é bastante recente, especialmente no contexto brasileiro. No atual cenário globalizado o Pedagogo Empresarial favorece o chão de fábrica com suas estratégias e metodologias sólidas, aumentando assim a qualidade do atendimento em todas as instalações da empresa. Sua função e visão estão direcionadas aos processos de planejamentos, capacitação, treinamento, atualização e desenvolvimento do corpo funcional. Tem- se, portanto, sempre em vista a melhoria da formação continuada e assim com sua competência proporcionar também a tão esperada habilidade e competência das pessoas, levando-as ao auge do profissionalismo. Assim as empresas ganharão colaboradores pensantes, criativos, proativos, analíticos, flexíveis, habilidosos para resoluções de problemas e tomadas de decisões, e capacitados para o trabalho em equipe.

O pedagogo como instrumento de educação na empresa tem capacidade e os conhecimentos necessários para identificar, selecionar e desenvolver pessoas para o âmbito empresarial. Este profissional possui competências para trabalhar na área de recursos humanos.
A pedagogia vive a procura de estratégias e metodologias que garantam uma melhor aprendizagem, apropriação de conhecimentos, tendo como alvo principal gerar mudanças no comportamento das pessoas de modo que estas melhorem tanto a qualidade da sua atuação profissional quanto pessoal.
Portanto em função de toda a mudança, ocorre à necessidade do pedagogo se tornar uma pessoa critica e visionária capaz de se adaptar a mudanças, mais flexível, e que contribua efetivamente para o processo empresarial, com objetivo primordial de se apresentar de forma prática e teórica a função da área de treinamento e desenvolvimento de pessoal, bem como sua utilização para alcançar objetivos organizacionais. Transmitir técnicas de levantamento de necessidades, elaboração, mensuração, programas de treinamento. E também compreender e elaborar formas de mensurar resultados em treinamento e desenvolvimento.

O maior patrimônio da empresa é o ser humano por este motivo o foco maior é a gestão de pessoas. Nesses últimos tempos os lideres estão mais prudentes e dando mais valor aos seus colaboradores e a empresa.
O que se pode observar claramente é que o pedagogo empresarial cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto da gestão de conhecimentos. Cabe a este profissional provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas, favorecendo os dois lados: o funcionário que quando motivado e por dentro dos conhecimentos necessários, sente-se melhor e produz mais e a empresa que quando se matem com pessoas qualificadas obtém melhores resultados e maiores lucratividades.
Contudo, o pedagogo e a empresa fazem uma ótima combinação, pois em tempos modernos ambos têm o mesmo objetivo de formar cidadãos críticos com competências para tal função.
O pedagogo empresarial necessita de uma formação filosófica, humanística e técnicas solidas. Sabendo que seu foco deve estar direcionado para as partes descritas, empregadores e empregados; ele ainda interage com todos os níveis hierárquicos, promovendo ações de reciprocidade, de trocas mutuas, através de suas ações de humanização.
Referências:



domingo, 29 de novembro de 2015

                                     A linguagem Matemática e Materna
  A linguagem matemática e a materna, constituem os fundamentais sistemas de representação em que é necessário interpretar a realidade. O processo de alfabetização é letramento requer o desenvolvimento da leitura e da escrita, onde o letramento é amplo e o sujeito vivência esses momentos antes de saber decodifica o alfabeto e na alfabetização é o domínio do código, fazendo as combinações das letras. Na matemática não tem distinção entre numeramento e alfabetização matemática.
  A alfabetização matemática envolve a perspectiva do letramento. A criança primeira desenvolve a quantificação segundo os estágios de desenvolvimento de Piaget, assim obtendo a compreensão do campo numérico, para que isso aconteça necessita da criança ter convivência e aprender os conteúdos como a manipular, contar, ordenar em sequência, fazer movimentos coordenados, desenvolver a memória, resolver operações matemáticas e consequentemente desenvolvendo a conservação relacionada à quantidade que ela conta com os objetos que representa essa quantidade.
  Em virtude dos estudos realizados sobre a Metodologia da Matemática, através de artigos e vídeos no limiar do raciocínio, Matemática e Língua Materna apresentam-se associadas e interdependentes, que proporciona o conhecimento, sendo essencial para cada um de nós.
Referências:








sábado, 26 de setembro de 2015


Plano de Aula
Escola Estadual professora Dona Preta      Data: 13/09/2015
Série: Pré- Escolar                                        Duração 04 horas
Matérias: Português/Artes
Assunto/ Título: Dia das crianças/Dança
Professora/estagiária: Eliane Pereira Freitas
Objetivos:
- Memorização;
- Conhecer as partes do corpo;
- Desenvolver habilidades de percepção sonora, memorização e interpretação;
- Criatividade;
- Expressividade.
Material necessário:
Aparelho deCD e DVD; CD Xuxa Só Para Baixinhos 12-É pra dançar,
Desenvolvimento:
- Conversa informal sobre o dia da criança;
- Falar sobre a importância da dança;
- Apresentar músicas a serem trabalhadas (É o frevo, é o funk- faixa 3; Eu adoro dançar (Ducan)- faixa 11);
- Demonstrar a coreografia;
-Fazer um alongamento com as crianças;
- Todos exercitarem a músicas;
Avaliação:
As crianças serão avaliadas, verificando-se seu nível de atenção, comunicação, expressão e participaçãonas atividades.
Será observado seu desenvolvimento, senso de iniciativa e percepção dosfonemas ainda não dominados.
Anexos:
É o Frevo, É o Funk (Participação especial Buchecha)

Compositor: Vanessa Alves e Tadeu Santiago

Xuxa só pra baixinhos
Xuxa, é pra dançar

Vou cantar ao som dessa batida
Que mexe com a gente
Vem dançar gostoso nesse som
Que é tão envolvente

É o frevo, é o funk
É o funk, é o frevo
É o frevo, é o funk
É o funk do frevo

Esse funk chegou diferente
O DJ vai botar pra quebrar
Funk com passo de frevo
É lá do Nordeste
Vamos liberar

Sobe e desce baixinho com tudo
No passinho, geral vai gritar
Jogue o corpo de um lado pro outro
É o funk do frevo
“Simbora” zoar

Dança comigo
Dança comigo
Em cima
Embaixo
Com a mão no umbigo

Passinho
Só pra baixinho

(É só baixinho)

Passinho
Só pra baixinho

(É no passinho, é no passinho)

Passinho
Só pra baixinho

(Só pra baixinho)

Passinho
Só pra baixinho

Eu Adoro Dançar (Duncan) (Participações especiais Daniel e Lara Camillo)

 Compositor: Pat Alexander (Versão Vanessa Alves)
Eu adoro dançar com o Txutxucão
Gosto muito de dançar com ele
Dançamos de tudo um pouco
E quem não gosta de dançar?

Mas agora pra quem não sabe
Vamos ensinar o country
Dançando com o Txutxucão

Au, Au, Au

Oi, oi, oi, chegamos! ÊÊ!

Eu adoro dançar com os Ratinhos
Gosto muito de dançar com eles
Dançamos de tudo um pouco
E quem não gosta de dançar?

Mas agora pra quem não sabe
Vamos ensinar o country
Dançando com os Ratinhos

Oi, Oi, Oi, cheguei!

Eu adoro dançar com a Xuxinha
Gosto muito de dançar com ela
Dançamos de tudo um pouco
E quem não gosta de dançar?

Mas agora pra quem não sabe
Vamos ensinar o country
Dançando com a Xuxinha

Eu adoro dançar com você!

E aí Xu?

Eu adoro dançar com o Guto
Gosto muito de dançar com ele
Dançamos de tudo um pouco
E quem não gosta de dançar?

Mas agora pra quem não sabe
Vamos ensinar o country
Dançando com o Guto

Que legal, Xu! Vamos dançar mais? Agora! Vai!

Vai pudim, agora é com ocê!
Ô coisa bonita!
Deixa comigo Xu!
Ixi!
Uou!

Mas agora pra quem não sabe
Vamos ensinar o country
Vem com a gente, vamos dançar juntos
Lá, lá, lá, lá, lá, lá

Ô pudim! Esse caboclo é bom demais!
Valeu Xuxa!


Referências Bibliográficas:        


Minha primeira história em quadrinhos

OI Mano Como that ocê tá?  | Para Bem.  É Você LeandroPara Bem, pilantra kkkkkk | Que ISSO Veio me Trata Mais Serio.Garotos Oi, faltou uma aula de novo né?  Por ISSO Que Falam Tudo Errado.  kkkkSe tá loka | ue Porque VOCÊS Falam ASSIM?  | ISSO portanto E Uma das MUITAS Variações linguistica.Na língua portuguesa Não É única, pois OS falantes de língua Uma, não falam todos da MESMA Maneira.  | Sendo ASSIM NÃO devemos ter o preconceito linguistico, contra como Variedades existentes na língua.kkkk | kkkSó Porque nsa comunicamos ASSIM, NÃO Quer Dizer Que NÃO TEMOS Conhecimento Sobre a Nossa língua.  | Com certeza, Olha Como Ela ficou.  kkkkCalma !!!Segundo Mário de Andrade, "Que Tem si quinhentos réis meridional Vira tostões do Rio do Norte Juntos formamos este assombro de Miseria e Grandezas, Brasil, nome de vegetal ..?" | Como regions com SUAS Variações, formam O Nosso amado Brasil.

quinta-feira, 18 de junho de 2015


A música é uma área de conhecimento, uma linguagem com códigos específicos, uma forma de comunicação, através da qual o indivíduo vai dispor de meios para expressar-se.
Para que isso ocorra, como em qualquer linguagem, a capacidade de compreensão da música está relacionada com o domínio dos códigos musicais, que por sua vez prescindem de uma sensibilização auditiva, pois somente assim a alfabetização musical será efetiva. Não basta apenas ouvir, é necessário compreender o que ouve. Quanto mais cedo à criança tiver a oportunidade de compreender o mundo sonoro em que ela está inserida, entrar em contato com músicas que tenham significação para ela, maior e melhor será a sua percepção e sua sensibilidade com relação às sonoridades que a cercam.

Objetivos:
A atividade será desenvolvida através da música ‘’cabeça, ombro, joelho e pé‘’ do CD da XUXA Só Para Baixinhos vol.1, onde além de trabalhar a linguagem musical proporciona a aprendizagem a partir da expressão corporal.
A música promove na atividade da audição, a produção e a fruição dos sons, sejam eles musicais ou não e com eles interagem para expressar-se e comunicar-se. É uma linguagem que apresenta a todos a possibilidade de aprender a apreciar e envolverem-se com a realização da atividade e também de desenvolver habilidades de fazer música,sendo uma forma de aliviar e relaxar a criança, auxiliando na desinibição, contribuindo então para o envolvimento social, e despertando noções de respeito e consideração pelo outro, e abrindo espaço para outras aprendizagens.
Desenvolvimento:
Atividade para ser desenvolvida para as crianças de 0 á 5 anos.
1°Passo: Entregar a folha com a letra da música para colar no caderno
2°Passo: Ler e explicar a música
3°Passo: Escutar a musica
4°Passo: Cantar e dançar


Anexos:

Cabeça, Ombro, Joelho E Pé

 

(Xuxa)


Cabeça, ombro, joelho e pé                                                        
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé

Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé

Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé


Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé

Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum 
Joelho e pé

Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum 
Hum e pé

Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum

Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum 
Hum e hum 

Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum

Hum, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum 
Hum e hum 

Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum

Hum, hum, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum 
Hum e hum 

Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum

Hum, hum, hum e hum
Hum, hum, hum e hum 
Hum e hum





Referências:






sábado, 30 de maio de 2015

Plano Nacional da Educação 


Atividade 2- Pesquisando a realidade brasileira


Plano Nacional da Educação- PNE

Metas para a educação infantil no PNE evidenciam dificuldades de concepção, organização e financiamento.

A revista escola pública realiza entrevista com Rita Coelho, coordenadora geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC, comenta sobre falta de clareza dos sistemas de ensino com as orientações de seu trabalho e fala ainda sobre as dificuldades da educação infantil no campo.

Marina Almeida

A ampliação do acesso à pré-escola e à creche, definido na meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é um grande desafio que o país vai enfrentar nos próximos anos. A dificuldade não está apenas no financiamento, mas também na ausência de clareza dos sistemas de ensino sobre qual a concepção e a forma de organização que orientarão seu trabalho, sobretudo para os primeiros anos dessa etapa. É o que defende a coordenadora geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Rita de Cássia de Freitas Coelho. Na entrevista a seguir, concedida à editora Marina Almeida durante a II Conferência Nacional de Educação (Conae), ela fala ainda sobre as dificuldades de oferecer educação infantil no campo, da falta de regulamentação do transporte coletivo para crianças pequenas e da avaliação da etapa. Rita aborda ainda a importância de existir um professor graduado para os alunos pequenos e a necessidade de regulamentar o profissional conhecido como auxiliar ou cuidador que também atua nesta etapa.

A meta 1 do PNE é atender, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos. Os gestores têm apontado esse como um dos grandes desafios para os municípios. O problema é apenas de recursos?
A meta de 50% de atendimento da população de 0 a 3 anos é um objetivo do PNE anterior. Ela é uma meta que já estava posta há 12 anos e não foi cumprida. Considero que ela seja alta para o país, mas agora é lei e temos de nos empenhar ao máximo para atingi-la. Eu sintetizaria em três grandes dificuldades: uma delas é de concepção. O sistema educacional nunca trabalhou com bebês. Ele não tem práticas, não tem materiais, não tem rubricas, não tem materiais de despesa para desenvolver um trabalho com esse sujeito que é tão diferente. Há essa diversidade etária, em que o mais diferente é o bebê, mais diferente que o deficiente, indígena, que o negro, o quilombola. Segundo: há uma dificuldade objetiva de organização. No diálogo que temos com prefeitos e secretários de Educação, eles têm medo, até, de atender bebê. Eles não têm aqueles protocolos que a Saúde tem. Como organizar um lactário, como trocar fralda em um ambiente coletivo, institucional. O meu exemplo de trocar as fraldas dos meus filhos, dos meus netos não vale de nada, pois uma coisa é trocar a fralda de um bebê, outra é de oito, dez. Há essa dificuldade de organização do espaço, da proposta de atendimento, da formação do professor, da relação com a família... A família tem características muito próprias de organização nessa faixa etária: culpa, medo, cumplicidade. É tudo muito desafiador para o sistema. E tudo isso recai no financiamento, que não é uma dificuldade exclusiva da educação infantil, mas é muito forte ali. A primeira vez que se redefiniu o valor do repasse do Fundeb, ele era muito inferior. Mesmo que ele venha aumentando, ainda é muito diferente do custo do atendimento desse bebê. O financiamento é necessário, mas não é suficiente. Há municípios que têm recursos, mas não atendem como deveriam.

Em sua fala na mesa de educação infantil, a senhora disse que há creches do Pró-infância que ficam fechadas por um ano. É uma dificuldade de organização da escola?
Isso acontece por vários motivos. Primeiro, por dificuldade de organização. Às vezes é um município que nunca atendeu crianças de 0 a 3 anos e não tem quadro de pessoal, por exemplo. Às vezes a obra não atendeu às exigências do projeto original e não foi aprovada pelo FNDE, então é preciso fazer algum ajuste. Algumas dessas obras fechadas têm relação com questões políticas, trocas de gestão municipal...

E com relação à pré-escola, até 2016 o país deve universalizar o acesso. Como tem sido essa evolução?
Essa é uma questão mais tranquila e o próprio investimento do município é maior nessa área. O problema é que, onde não estamos atendendo, não é por dificuldades da educação infantil, mas da estrutura desigual do país. Quem é que não está na pré-escola? É a criança do campo, é o ribeirinho, é a criança de uma família muito pobre, que às vezes não tem conhecimento do direito. São famílias das periferias dos grandes centros, onde não conseguimos construir por falta de terreno. Embora ele seja menor não quer dizer que seja mais simples.

Para priorizar as vagas na pré-escola, há redes reduzindo as de creches?
Acontece, mas isso não tem um impacto nacional na frequência da educação infantil. No censo escolar é possível ver que o atendimento em creches vem aumentando sistematicamente, com bons percentuais. Não há um retrocesso. O que ocorre é que, infelizmente, alguns gestores não compreendem que a obrigação do gestor é idêntica em relação à creche e à pré-escola, e o Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre isso. Há essa interpretação equivocada, e conveniente, de que a matrícula obrigatória torna a pré-escola prioritária. Prioritário é o atendimento no que o município é mais deficitário. Hoje o que os estudos mostram é que o maior desafio é o atendimento de 0 a 3 anos.

E quanto à qualidade dessa educação ofertada? Corremos o risco de expandir sem qualidade?
Na educação infantil, esse é o grande desafio. Para as dificuldades de acesso, nós já encontramos um caminho. Será preciso tempo e recursos, mas sabemos que a saída está na mudança da estrutura do país, com a efetivação do regime de colaboração e o aumento dos recursos para a educação. E já há uma proposta do governo federal em andamento, que é o Próinfância. Já na qualidade, os desafios ainda são muito grandes, mesmo porque ainda não temos muitos consensos do que seria essa qualidade. Além disso, há aspectos da qualidade que serão sempre relativos àquela comunidade, àquela criança, família e escola determinada. O problema é que a escola não pode ser toda relativa, há determinados aspectos que devem ser assegurados.

E com relação à educação infantil no campo?
Lançamos junto com as Universidades Federais do Rio Grande do Sul, de Campina Grande, de Minas Gerais e do Amazonas, e também a Universidade Estadual de Sinop, um estudo sobre a oferta e demanda da educação infantil no campo. É um desafio nacional. E, insisto, primeiro, de concepção. Esse modelo de educação infantil urbano não atende a todas as realidades do campo. Atende só a algumas, como as zonas rurais próximas às cidades. Temos de estabelecer o que é rural e o que é urbano. É preciso conceituar melhor o que é o campo e nessa pesquisa há um esforço para isso. Em segundo lugar, temos de construir outra possibilidade que não seja esse padrão de atendimento de cinco dias por semana, por 4 ou 7 horas, mas que também não represente uma precarização, com um programa de visita domiciliar, com um profissional não habilitado, isso não é educação infantil. É importante visitar as famílias, orientá-las, ler para as crianças, todas essas questões podem se configurar como programa, mas não são equivalentes ao dever do Estado com a Educação Básica. Agora, que modelo é esse, nós também não sabemos. O MEC está com uma enorme disposição para debater e queremos construir isso com a realidade, com essas populações, não só na mesa com especialistas. Para nós está claro: para algumas realidades das escolas do campo, ficar quatro horas na escola responde sim, mas para outras não, e vamos ter de pensar em outras possibilidades. Outros países têm diversas formas de atender, um semi-internato, uma ação conjunta com a família, uma ação itinerante com alternância...

Ainda não há uma legislação nacional sobre o transporte público de crianças pequenas e essa questão começa a preocupar os gestores.
A criança pequena ainda é muito invisível na nossa sociedade, que acha que o que é bom para o adulto é bom para a criança pequena. O mobiliário da educação infantil corresponde ao do ensino fundamental reduzido em tamanho? Não. É preciso outro mobiliário, que dê suporte, para que a criança aprenda a andar, possa se mover, que tenha também um aspecto lúdico. Em nosso país isso ainda está em concepção. Na questão do transporte a questão é ainda mais grave, pois não existe uma legislação de transporte coletivo de crianças pequenas, seja interestadual ou municipal. No âmbito do transporte escolar isso se torna um grande desafio, pois não há um adulto para cada criança, não faz sentido. O programa Caminho da Escola não abarca a educação infantil por isso, pois não vamos criar uma lei sobre transporte. E o município que faz o transporte escolar o faz no âmbito da sua autonomia, com responsabilidade dele. O MEC e o Ministério Público estão fazendo um esforço para induzir a discussão dessa legislação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Outra questão importante é o quadro de recursos humanos. Obrigatoriamente na educação infantil a criança precisa ter um professor, além do cuidador?
A educação infantil entrou para o sistema educacional brasileiro e o profissional da educação é o professor. Claro que o perfil é diferente se ele leciona no ensino superior ou na Educação Básica. A criança tem o direito de ser atendida por um profissional habilitado no magistério, que é o professor. Mas existe a necessidade de outros profissionais atuarem na educação? Sim, não há dúvida. Alguns desses profissionais, como especialistas, para serem estes profissionais precisam ter sido antes professores. Entretanto, outros profissionais têm uma identidade própria, como merendeira, secretário de escola e o técnico de informática, não há dúvida de que o professor não é o único profissional da educação. Na educação infantil vem aparecendo essa figura do auxiliar, do monitor, do recreacionista, que tem origem na assistência social, onde bastava ter boa vontade, ser carinhoso. E na educação há a antiga concepção de que se é para a criança, não há a necessidade do diploma. É uma concepção atrasada, que alinhada a esses outros fatores, da dificuldade no financiamento, da inexperiência, falta de concepção para a etapa, vem alimentando a ocupação desses cargos. É o município que cria a lei desses cargos de auxiliares, que tem outra carreira, outra formação e outras funções. Aqui está o primeiro problema: deveríamos discutir nacionalmente quem é esse profissional, assim como já discutimos quem é a merendeira, quem é o funcionário da escola, qual o seu papel, qual é a formação exigida, qual a carreira dele, qual é o sindicato dele. Essa discussão não está feita. Além disso, há outro problema, muitos municípios usam esse profissional como professor. E isso é mais grave ainda. É uma questão muito complexa: existe a necessidade de outro profissional atuar na educação infantil? Vamos supor que a resposta seja sim. Se existe quem é esse profissional? Qual é a sua função? Em nenhuma hipótese ele pode substituir o professor.

O professor da educação infantil tem direito ao piso e a um terço de hora-atividade?
Sim, tem direito à carreira docente. Ele entra por concurso de títulos, é a mesma carreira da Educação Básica. Já o auxiliar, não. Essa base nem está na base dos trabalhadores da educação, há outros sindicatos disputando-o. A impressão que tenho é que está sendo implantada uma disputa de corporações, de identidade, como se a educação infantil fosse uma disputa de leigos. Não há esse reconhecimento como há com outras etapas.

As alterações feitas na LDB em 2013 colocaram em pauta a avaliação da educação infantil. Como tem sido essa discussão com os municípios?
Isso ainda passa por uma disputa. Primeiro: de que avaliação estamos falando? Vamos avaliar a criança, o programa, o projeto, a política educacional? Nós da SEB somos contra a criação de um instrumento de avaliação dessa criança. E a própria LDB diz que a avaliação é de processo, não da criança. Mas que avaliação é essa? É uma satisfação que devemos dar uma avaliação das condições de oferta. O Inep, com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e em parceria com uma comissão de especialistas e um grupo de entidades, montou uma matriz de referência, com as dimensões de oferta, formação profissional, gestão da escola, gestão do sistema, materialidade, infraestrutura.

Na Conae 2010 foi indicado o fim das escolas de educação infantil conveniadas, mas a reivindicação não foi adotada no PNE. Elas podem prejudicar a qualidade da educação?
A política que o MEC tem construído é de defesa, estímulo e apoio da rede pública. Nós entendemos que isso é um grande ganho para o município. O gestor está vivendo um momento histórico em que ele pode ter essa identidade, de ter fortalecido a educação infantil como política pública de gestão direta do poder público do município. Mas o município é autônomo para tomar outra decisão. Uma primeira questão é que muita coisa que se chama de conveniamento não é. Esse modelo implica o repasse de recursos e um termo assinado. Acontece de um município ceder professor e chamar isso de conveniamento, sem um documento, prestação de contas, monitoramento, controle da frequência das crianças. Precisamos exigir que o conceito de conveniamento seja executado na educação infantil e o MEC tem um documento para orientar essas parcerias: Orientações para a oferta da educação infantil por meio de conveniamento. Por outro lado, a história da educação infantil foi construída a partir dessas iniciativas. Não devemos negar essa origem. Essa rede comunitária, filantrópica, teve, historicamente, um papel muito importante e a que existe historicamente deve ser respeitada e valorizada. Nós do MEC defendemos que não deveríamos expandi-la. Belo Horizonte está fazendo um movimento como esse, com parcerias público-privadas, que me preocupam muito mais que as conveniadas.

Qual a diferença das parcerias público-privadas para as escolas conveniadas?
São parcerias muito mais complexas, abrangentes e, eu diria, contraditórias. O convênio não muda a natureza da entidade, que continua sendo privada, mas faz um atendimento seguindo as exigências públicas. A parceria público-privada é uma transferência de exigências: o professor, o material, tudo é deles. Já com o convênio conseguimos controlar esse atendimento.